Caudal

A nadadeira caudal tem algumas nuances que precisam ser avaliadas em exemplares machos da espécie Betta splendens, e que num primeiro momento assustam o hobbysta. Depois, ao longo do tempo, as informações vão parecendo ser mais óbvias e palatáveis. No fundo e no fim, trata-se apenas de critérios avaliativos padronizados. Fugindo das questões subjetivas pessoais de feio ou bonito, certo ou errado.

Aliás, nosso objetivo aqui é passar apenas as informações básicas, pouco blá-blá-blá, menos teoria, mais prática. Não que as teorias e os tratados técnicos não tenham importância, muito pelo contrário, apenas fogem do nosso foco aqui, neste site, que é o de oferecer suporte básico e mínimo aos neófitos do hobby (aquarismo), que se simpatizaram com a espécie (Betta splendens). O aprofundamento técnico pode ser obtido em: clubes de criadores da espécie, literatura técnica avançada, formação acadêmica, etc.

Comprimento da Caudal:

Neste quesito medimos a dimensão da nadadeira caudal, comparando-a proporcionalmente ao comprimento do corpo do espécime da espécie Betta splendens avaliado. Neste sentido temos 2 (dois) grupos distintos:

  • [PK] Plakat: Nadadeira caudal curta; ou
  • [LF] Long Fin : Nadadeira caudal longa.

Número de Lóbulos Caudais:

São divididos em 2 (dois) grandes grupos, à saber:

  • [ST] Single Tail (Cauda Simples):  Existe apenas 1 (um) lóbulo caudal; ou
  • [DT] Double Tail (Cauda Dupla): Existem 2 (dois) lóbulos caudais no animal.

Observação: Raramente, espontaneamente, ocorrem nascimentos de exemplares com 3 (três) lóbulos caudais – Esta mutação não está fixada, motivo pelo qual não foi incluída explicitamente na relação acima.

Formato ou Desenho das Nadadeiras Caudais:

Novamente podemos ter 2 (dois) tipos de formatos para as nadadeiras caudais:

  • [VT] Veil Tail (Forma de Véu):  Mutação. Esta mutação só ocorre em nadadeiras caudais longas [LF], com 1 (um) único lóbulo [ST]; ou
  • [D] Delta (Forma de Leque): Mutação. Ocorrem em espécimes de cauda longa [LF], ou curta [PK], com 1 (um) lóbulo [ST], ou 2 (dois) lóbulos [DT]. A abertura da cauda pode variar de 50 (cinquenta) graus até mais de 180 (cento e oitenta) graus. Quanto maior a abertura angular da caudal, mais raro e valioso é o espécime.

Abertura Angular das Nadadeiras Caudais do Tipo Delta:

  • [SD] Super Delta: Mutação.  A nadadeira abre entre 71 (setenta e um) e 179 (cento e setenta e nove) graus. É muito normal o “canto” do “delta” ou do “leque”, se preferir, se mostrar arredondado; ou
  • [HM} Half-Moon (Meia Lua): Mutação. A nadadeira abre em 180 (cento e oitenta) graus e os seus raios devem ter o mesmo comprimento, retos ou seja, o “canto” do “delta”, ou do “leque”, se preferir, é “vivo”, sem arredondamento; ou
  • [oHM] Over Half-Moon: Mutação. Tem formato que excede o desenho de uma meia-lua. A cauda abre com mais de 180 (cento e oitenta) graus. A extremidade externa dos raios tendem a se curvar em direção ao corpo do peixe, acentuando a exuberância da abertura caudal extrema.

Observação: Saliento que o quesito só é relevante para exemplares machos da espécie Betta splendens e que o melhor momento para avaliar a angulação de abertura da nadadeira é quando o animal está fazendo display, se exibindo para uma fêmea, ou para outro macho da espécie, ou até mesmo para sua imagem refletida num espelho.

Tipo de Superfície:

O pano caudal pode ser de três tipos, no quesito superfície:

  • [Flat] Plano: Superfície do pano “chapada”; ou
  • [RT] Rose Tail: Pano caudal ondulado, lembrando  pétalas de rosa; ou
  • [FT] Feather tail: Pano caudal com retração entre as extremidades externas dos raios, lembrando o formato de uma pena.

Tipo de Borda:

Podem ser:

  • [Smooth Tail]: Borda lisa; ou
  • [CT] Crown Tail (borda com espigões, expondo os raios de sustentação do pano caudal, lembrando desenho de uma coroa): Trata-se de uma exacerbada retração do pano caudal, que expõe de forma marcante os raios de sustentação da nadadeira.  Ocorrem em espécimes de Betta splendens de cauda longa [LF] e curta [PK] com apenas um lóbulo [ST] – se ocorrem em lóbulos duplos [DT], desconheço, e se ocorrem, devem ser ao acaso, ou seja, a mutação não está fixada. Os espigões (os raios), por sua vez, podem ser de 4 (quatro) tipos distintos:
    • [SR] Single Ray (Raio Único); ou
    • [DR] Double Ray (Raio Duplo); ou
    • [DDR] Double Double Ray (Raio Dobro Dobro); ou
    • [TR] Triple Ray (Raio Triplo).