A temperatura na criação de peixes ornamentais

Alguns detalhes, na criação de peixes ornamentais podem fazer muita diferença. Quantidade e qualidade do alimento fornecido, qualidade da água, parâmetros da água entre outras coisas. A temperatura, por exemplo, também acaba fazendo total diferença (Fahrenheit/Celsius).

Para tornar mais fácil o entendimento do propósito deste texto, vamos por exemplo tomar como referência o Guppy (Poecilia reticulata) [Nota do editor: O mesmo raciocínio, com as devidas adaptações de manejo específicas para a espécie, se aplica ao Betta splendens]. Sabemos que a faixa de temperatura para o guppy, preferencialmente, deva estar entre os 22 até os 30 ºC. Embora eles possam ultrapassar estes extremos, mas daí já não seria mais o ideal.

Se o guppy suporta perfeitamente uma faixa de temperatura bastante extensa, qual seria a temperatura mais adequada a ser utilizada?

Vamos então analisar as questões que envolvem a manutenção de peixes em temperaturas mais altas bem como em temperaturas mais baixas.

Neste primeiro caso, estariamos mantendo nossos peixes em temperaturas mais próximas ao limite máximo. Isso pode trazer alguns benefícios mas na minha opinião não traz muita vantagem.

Os peixes sendo mantidos em temperaturas mais altas tendem a comer mais, acabam crescendo mais rápido e por conseqüência morrem mais rápido também. Dependendo do tipo de criação, ainda mais quando se trata de guppies, as temperaturas mais altas podem ser excelentes para obter de forma rápida aqueles resultados tão esperados. Ver aquele alevino crescendo rápido e mostrando sua beleza tão cedo que possível pode ser uma brilhante idéia, mas por outro lado, para a saúde do peixe não é nada interessante.

Imagine que, você sempre mantenha a temperatura quase no limite e por um acaso ocorre algum problema de doença onde uma solução ideal seria o aumento da temperatura. E agora? Aumentar o que se já esta no limite?

Já a manutenção de peixes em temperaturas mais baixas tendem a resultar em um crescimento mais lento porém com a diferença de serem mais saudáveis, as células serão resistentes aos radicais livres e as portas de entrada das doenças estarão fechadas, as crias serão menores porém com melhor qualidade.

Esse é o preço que você pagará nesta circunstância. Pois a doença será mais resistente ao tratamento e você não terá como elevar muito a temperatura junto com o remédio que irá curá-lo.

Um outro detalhe que pode acabar passando por despercebido é a questão das trocas de água (TTA e/ou TPA). Imagine que a temperatura da água do aquário esteja por volta dos 39 ºC. Neste caso, para as trocas de água será necessário a utilização de uma água nova com a mesma temperatura ou levemente mais quente. Assim se a temperatura da água do aquário for bem mais amena, será muito mais fácil realizar esta tarefa e os peixes não sentirão nenhum choque térmico. Aliás, muito ao contrário, ao fornecer uma água levemente mais quente eles ficarão até mais ativos e não haverá o risco de problemas.

Uma sugestão bastante interessante consiste em manter a temperatura mais alta nos primeiros 30 dias de vida dos alevinos. Isso acelera o metabolismo fazendo com que tenham um crescimento mais rápido. Passada esta fase, você poderá diminuir de forma gradativa a temperatura com o propósito de retardar o processo de crescimento e envelhecimento. A manutenção dos peixes em temperaturas mais baixas não tem efeito nocivo sobre estes. Apenas iremos reduzir o metabolismo destes e proporcionar uma vida mais longa.

Outra sugestão é a de aumentar a temperatura do aquário que esteja servindo de maternidade. Assim você poderá diminuir o tempo de gestação da fêmea.

Uma das mais importantes questões em relação a manutenção de peixes em temperaturas mais altas que muitas vezes acaba sendo esquecida é em relação a quantidade de oxigênio dissolvido. Quanto mais quente a água menos oxigênio ela contém. Dependendo do caso, faz-se até necessário oxigenação auxiliar, de preferência com o uso de pedra porosa bem fina. Lembre-se que a disponibilidade de oxigênio dissolvido regula o apetite dos peixes.

A temperatura interfere em outros parâmetros como a salinidade, o pH, oxigênio dissolvido, na toxidade de elementos ou substâncias, etc.

Também, em geral, à medida que a temperatura aumenta, de 0 a 30 °C, a viscosidade, tensão superficial, compressibilidade, calor específico, constante de ionização e calor latente de vaporização diminuem, enquanto que a condutividade térmica e a pressão de vapor aumentam a solubilidade com a elevação da temperatura.

Para finalizar, veja abaixo a tabela de leitura para amônia tóxica (parcial) e observe que o resultado sofre influência de acordo com a temperatura.

Tabela de leitura do teor de NH (Amônia Tóxica)
pH
Temp. °C
Concentração de Amônia
Total em ppm
0,25
0,50
1,00
2,00
3,50
6,50
6,6
22
0,001
0,001
0,002
0,004
0,006
0,012
25
0,001
0,001
0,002
0,005
0,008
0,014
28
0,001
0,001
0,003
0,006
0,011
0,020
6,8
22
0,001
0,001
0,003
0,006
0,011
0,020
25
0,001
0,002
0,004
0,007
0,013
0,023
28
0,001
0,002
0,005
0,009
0,016
0,029
7,0
22
0,001
0,003
0,005
0,009
0,016
0,029
25
0,001
0,003
0,006
0,011
0,020
0,037
28
0,002
0,003
0,007
0,014
0,025
0,044
7,2
22
0,002
0,004
0,007
0,014
0,025
0,047
25
0,002
0,004
0,009
0,018
0,032
0,059
28
0,003
0,006
0,011
0,022
0,039
0,073
7,4
22
0,003
0,006
0,011
0,023
0,040
0,074
25
0,004
0,007
0,014
0,028
0,049
0,092
28
0,004
0,009
0,017
0,034
0,060
0,112

 

John Klaus Kanenberg
Analista de sistemas, aquarista hobbysta desde 2010. Interessado em aquariofilia dulcícola. Mantenedor do Blog Aquarismo Ornamental e owner do Grupo Aquarismo Ornamental.

Aquário adequado para Betta splendens

Existem alguns princípios básicos da aquariofilia que precisam ser seguidos para garantir a saúde de seus peixes e a beleza dos seus aquários. Aqui vamos abordar os principais e suas aplicações relacionadas aos Betta splendens.

Formato do Aquário

Existe no mercado uma grande variedade de opções de aquários, que vão desde o formato de globo, aos exóticos multi-facetados, passando pelos tradicionais retangulares.

Aquários de formatos diversos, de exóticos aos multifacetados. Imagens ilustrativas.
Aquários de formatos diversos, de exóticos aos multifacetados. Imagens ilustrativas.

Estes últimos, os retangulares, são os mais indicados pois: possuem maior superfície de água em contato com o ar (mais troca gasosa entre oxigênio e gás carbônico); são mais práticos para instalação de equipamentos (luminárias, filtros, aquecedores, termostatos); propiciam melhor visualização do seu interior, sem distorcer a imagem do(s) peixe(s); facilitam as tarefas de limpeza e manutenção.

Aquário retangular. Imagem ilustrativa.
Aquário retangular. Imagem ilustrativa.

O uso de tampa, de vidro ou qualquer outro material translúcido, que possa cobrir o aquário ou, pelo menos, boa parte da superfície, é conveniente pois reduz a evaporação de água (diminui a necessidade de reposição de água), conserva melhor a temperatura da água (economia de energia elétrica com os aquecedores), protege a luminária (curto-circuitos provocados por respingos d’água), protege a água de poeira e outras impurezas que possam cair sobre o aquário e a morte de peixes saltadores (Bettas costumam saltar para fora da água).

Tamanho do Aquário

Evidentemente sua capacidade de investimento e espaço disponível terão grande peso na compra do equipamento, porém leve em conta que os aquários maiores são de mais fácil manutenção, alcançam mais rapidamente o equilíbrio biológico e o sustentam de forma mais eficaz. Tenha em mente que, em condições ideais, para cada centímetro de peixe adulto, você deverá oferecer 1 litro de água [2]. Esta regra aplicada aos Bettas que possuem 7 cm, em média, quando adultos, precisam de aproximadamente 7 litros para viver bem e com saúde.

Para calcular o volume de um aquário retangular, usando todas as medidas em centímetros, multiplique seu comprimento por sua largura e o resultado, pela altura. Por fim, divida o resultado por 1.000, para ter o volume em litros. Exemplo: 50 cm (comprimento) x 30 cm (largura) x 30 cm (altura) = 45.000/1.000 = 45 litros.

Na prática um aquário nunca é cheio até a borda e em casos onde exista elementos decorativos (substrato, pedras, plantas, adornos, etc.), isto deve ser considerado no cálculo do volume de água real. Em média você pode reduzir em 15% o volume, ou seja, seguindo nosso exemplo, nosso aquário de 45 litros teria um volume de água na casa de 38,25 litros (45 litros x 0,85 = 38,25 litros).


Aquarios Para Procriação de Bettas

Novamente os mais indicados são os de formato retangular, de aproximadamente 20 litros.

Quanto ao material, podem ser de vidro [3], plástico, acrílico e até mesmo uma caixa de isopor. Devem ter tampa, para ajudar a manter a temperatura da água e do ar acima dela.

Reza a lenda que você deve remover o fundo de isopor e colar um pedaço de papel cartão preto, na lâmina debaixo do aquário, por fora. O fundo escuro vai ajudar o macho a visualizar os ovos, para apanhá-los e depositá-los no ninho-bolha. Depois cole outra placa de isopor, para ajudar a tamponar a temperatura da água, minimizar a propagação das vibrações do ambiente para a água e proteger a delicada lâmina de vidro da base do aquário, que em geral, para aquários deste tamanho, não passam de 4 mm ou 5 mm. Sinceramente, abandonei este procedimento de colocar um fundo escuro no aquário há anos e não percebi diferença alguma nos resultados obtidos (tamanho das proles), nem percebi dificuldade maior para o Betta macho visualizar e apanhar os ovos no fundo do aquário. Mas conhecer este manejo não faz mal algum. Use-o, se entender necessário.

Adição de fundo negro para facilitar o Betta macho recolher os ovos no fundo do aquário.
Adição de fundo negro para facilitar o Betta macho recolher os ovos no fundo do aquário.

Aquários Para “Enjarrar” Juvenis de Bettas

Como o número de peixes nascidos por ninhada pode ser elevado, na casa de 200 indivíduos, ou mais, isto pode ser uma grande dificuldade no momento da separação dos filhotes machos. O ideal é que eles fiquem separados uns dos outros, pois são territorialistas e irão se enfrentar para disputar a dominância de um espaço comum. Esta separação é chamada pelos criadores, como “enjarrar”.

Por uma questão de custos é muito comum criadores se valerem de vidros de palmito, pets de refrigerantes cortados, copos descartáveis; só para citar algumas opções.

Jovens Bettas "enjarrados". Imagem ilustrativa.
Jovens Bettas “enjarrados”. Imagem ilustrativa.

Na medida em que os juvenis machos forem crescendo, se possível, é conveniente que sejam acomodados em betteiras maiores.

Em nosso criatório, por ter exíguo espaço disponível e facilidade de manejo, optamos por “betteiras” de 3 litros.

Nossa escolha para "enjarrar" exemplares adultos de Bettas em nosso criame. Betteiras acrílicas de 3 litros.
Nossa escolha para “enjarrar” exemplares adultos de Bettas em nosso criame. Betteiras acrílicas de 3 litros.

Nota(s):

  • [1] É possível manter aquários coletivos de Betta splendens machos, desde que sejam acostumados, ainda jovens neste manejo. Porém, as caudas dos peixes ficarão danificadas, prejudicando o visual do peixe, muitas vezes de forma definitiva, mas isto não afetará a carga genética do peixe, nem sua capacidade reprodutiva. Muito possivelmente, o macho mais feio do grupo será exatamente o dominante do aquário, pois é o que mais vai se envolver em competições pela dominância do espaço. Particularmente não gosto deste manejo, mas ele é possível.
  • [2] Use o bom senso na definição do espaço necessário para o seu peixe, acima de tudo. Não queira que seu peixe tenha qualidade de vida num espaço ínfimo, mas se o seu espaço e o sua possibilidade de investimento não permitem a adoção de um aquário tido como ideal, tente chegar no meio-termo.
  • [3] Se você mora em regiões frias ou onde existe grande variação de temperatura ao decorrer do dia, opte por aquários que não sejam de vidro. Que sejam feitos de materiais que façam menos troca de calor com o ambiente. No mínimo, você irá economizar um bocado com o consumo de energia elétrica para que os seus aquecedores consigam manter a temperatura da água mais estável.

Fontes:

  • A montagem e a decoração do aquário (Manual) – Sera®
  • DAMAZIO, Alex. Criando o Betta. Editora Interciência.
  • Seu novo aquário – Alcon®
  • SILVA, Marcus Marques da, Aquarismo Básico – Técnicas para Iniciantes. Centro Cultural Aquarista Jr.
  • SILVA, Marcus Marques da, Betta splendens – Guia Prático. Centro Cultural Aquarista Jr.

Como comprar Betta splendens

Existem alguns procedimentos básicos e importantíssimos para efetuar compras de Betta splendens. Seja em estabelecimentos comerciais, ou diretamente com criadores que desenvolvam linhagens especiais.

Betta splendens Yellow ST|LT|HM|Male
Betta splendens Yellow ST|LT|HM|Male

Comprando numa loja física/virtual:

Para compra presenciais (loja física):

  1. Observe a higiene e limpeza do estabelecimento comercial. Observe o cuidado com que tratam os animais;
  2. Selecione o peixe que se movimenta bastante na betteira (no aquário) e que, de preferência, já esteja nidificando (construindo ninho-bolha), se for exemplar macho. O peixe deve ter aparência saudável. Evite comprar peixe apático, pois pode estar doente;
  3. Peça ao atendente que alimente o peixe. Observe que alimento é oferecido, repare como o peixe reage à oferta de alimento. O peixe deve avançar em direção da comida, com vontade. Se o comportamento for de indiferença, aborte a compra deste exemplar;
  4. Se for exemplar macho, peça ao atendente que aproxime a betteira (o aquário) do peixe escolhido à outra betteira (aquário) contendo outro exemplar da espécie, de preferência outro macho. Observe a reação do peixe. Ele deverá se armar todo (fazer display), para combater o oponente que se aproxima de seu território, exibindo todo o esplendor de suas cores, nadadeiras e opérculo abertos. Se o comportamento for de apatia, aborte a compra deste exemplar;
  5. Acompanhe a embalagem do peixe. Cuide para que ele seja embalado para transporte, na mesma água onde estava exposto. Na embalagem observe se existe água suficiente para cobrir duas vezes o corpo do peixe, no mínimo, e ar suficiente para o peixe respirar – Betta splendens saudável e bem embalado, aguenta mais de 10 (dez) dias nesta condição, se for extremamente necessário. O saco plástico usado para transporte deve ter as suas pontas presas com fita adesiva, dando-lhe um formato arredondado, para impedir que o peixe fique preso na embalagem e acabe morrendo no transporte.

Para compras virtuais:

  1. Apresente ao lojista todas as perguntas necessárias para lhe ajudar no processo de compra. Exija fotos de boa qualidade, mostrando o peixe comparado à uma escala métrica, se possível, exija vídeo onde seja possível avaliar o comportamento ativo do animal, espírito territorial, apetite, etc;
  2. Exija do lojista que explicite sua política de reposição de peixe que eventualmente não esteja de acordo com o que foi comprado ou que não chegou vivo no destino e quem vai assumir os custos de transporte, laudo veterinário e pagamento de guias envolvidas nestes casos;
  3. Exija que o lojista especifique a forma de remessa e em hipótese alguma aceite receber sua encomenda pelos Correios, é proibido o transporte de animais vivos por este meio, evitando processos administrativos/judiciais e pesadas multas.
  4. Por consequência, o(s) animal(ais) adquiridos serão enviados por transporte rodoviário e/ou aéreo e os animais precisam estar acompanhados de laudo veterinário de sanidade e guia de transporte animal, então questione o lojista quanto aos custos extras envolvidos e à quem caberá pagá-los. E no recebimento da encomenda, exija tais documentos pagos por você, direta ou indiretamente. Atenção!: Estas exigências estão sujeitas à mudanças, novas portarias governamentais podem mudar tais procedimentos, sem prévio aviso.

Dicas Úreis:

  • Saiba que este processo de embalagem, transporte, chegada num novo ambiente, adaptação ao novo manejo, estressa demais o peixe e este é o caminho para que doenças se manifestem. Procure minimizar o estresse do peixe;
  • Não se iluda com o tamanho do peixe. Geralmente Betta splendens enormes, expostos em lojas, já são exemplares em fim de carreira, descarte de criatórios. Se você pretende acasalar o peixe, pior ainda, pois sua nadadeira caudal enorme e pesada dificulta os seus movimentos e o acasalamento, cansa o peixe. Escolha peixes jovens, possivelmente menores;
  • Se o estabelecimento comercial oferece aos peixes que estão em exposição para venda, um alimento diferente daquele que você costuma oferecer aos seus peixes, no seu manejo habitual,  compre um pouco do alimento usado pela loja, para ajudar o peixe em sua adaptação ao novo alimento que você costuma usar.

Comprando de um criador que desenvolve linhagens especiais:

  1. Procure previamente referências sobre o criador. Procure saber se ele é idôneo e ético. Se cria peixes com boa genética. Se costuma entregar exatamente o que oferece para compra;
  2. Exija do criador a especificação da linhagem do peixe escolhido. Se possível, que forneça informações sobre os ascendentes do peixe. Só assim você evitará grandes surpresas nascidas nas ninhadas;
  3. Exija do criador o envio prévio de foto do peixe escolhido, de boa qualidade, onde apareça uma escala métrica para que você possa ter uma idéia clara do tamanho do peixe. Foto que lhe permita confirmar, no recebimento, se de fato recebeu o que negociou com o criador/vendedor;
  4. Negocie antes do despacho da encomenda, a reposição de peixe que não esteja de acordo com o que foi comprado ou que não chegou vivo no destino e quem vai assumir os custos de transporte, nestes casos. Sabendo que obviamente estas exigências irão impactar no preço final do peixe e nem poderia ser diferente.

Dicas Úteis:

  • Tenha em mente que algumas linhagens são decorrentes de anos de trabalho genético e pesquisa, e que você estará pegando um “peixe pronto”, como se costuma dizer no jargão de criadores. Então é óbvio que o preço do peixe não pode ser comparado ao preço de um peixe Cauda de Véu (Veil Tail),  costumeiramente encontrados para venda, em lojas de aquários e pet shops. Então, não cometa a deselegância de fazer este tipo de comparação com o vendedor, nem dizer que o peixe dele é caro. Simplesmente agradeça a atenção e procure outro criador/vendedor para comprar a linhagem que você procura, que tenha qualidade de peixes comparáveis ao criador/vendedor anterior e preços que se encaixam no seu orçamento. Deixe que a lei de oferta e procura cuide da política de preços do criador/vendedor anterior; 
  • Não aceite que seu peixe seja enviado pelos Correios (serviço expresso de postagem de encomendas), pois é proibido transportar animais vivos por este meio. Evite processos administrativos/judiciais. (Meios alternativos: aéreo, rodoviário – se o prazo de entrega da transportadora escolhida for pequeno);
Recebimento de sua encomenda (Imagem meramente ilustrativa - Foto: Unknown).
Recebimento de sua encomenda (Imagem meramente ilustrativa – Foto: Unknown).
  • Exija que os peixes sejam enviados, acompanhados de nota fiscal, laudo de sanidade animal – emitido por veterinário e guia de transporte animal (GTA). Esta é uma exigência legal para transporte de animais vivos. É evidente que este laudo e esta guia de transporte vão lhe custar alguma coisa (valores variam de vendedor para vendedor – procure a opção que melhor lhe convier), mas saiba que o custo é fixo por emissão, não importando se você vai transportar apenas um peixe, ou algumas centenas deles). Atenção!: Estas exigências estão sujeitas à mudanças, novas portarias governamentais podem mudar tais procedimentos, sem prévio aviso;
  • Quando o peixe encomendado chegar ao destino, antes de abrir a caixa, providencie uma fotografia da mesma, exibindo o estado em que chegou a embalagem. Tomando o cuidado de deixar visível e legível o endereçamento impresso na caixa;
  • Ao abrir a caixa, se você se deparar com peixe morto), não viole o saquinho plástico de transporte. Fotografe o peixe, dentro do saquinho e entre em contato imediatamente com o criador/vendedor, para fazer valer o que foi combinado no momento da compra;
  • Não faça economia porca com o transporte. Escolha meio de transporte rápido, afinal quanto antes sua encomenda chegar, menos estressado ficará o peixe;
  • Peça para o criador/vendedor despachar a encomenda, preferencialmente numa segunda ou terça-feira, no máximo. Isto para não correr o risco da encomenda ficar retida num depósito de transportadora num final de semana inteiro;
  • É boa prática, por parte do criador/vendedor, dar uma reforçada na alimentação do peixe, antes de despachá-lo e 3 (três) dias antes do despacho, deixar de alimentá-lo, para diminuir o volume de excretas na água, no período de transporte. Isto permitirá que a água se mantenha limpa e mais saudável, por mais tempo. Exija que ele proceda com estes cuidados;
  • Peça para o vendedor/criador lhe vender um pouco da ração que ele costuma oferecer ao peixe, se não é a mesma que você costuma oferecer aos seus peixes. Isto para ajudar o peixe a se adaptar ao novo alimento usado habitualmente em seu manejo.