Procriando Betta splendens

Uma das primeiras dificuldades que criadores de Betta splendens se deparam, é com a reprodução de seus peixes em cativeiro. Não por que esta espécie seja difícil de procriar nestas condições, exista algum segredo, mas sim pela desinformação e despreparo.

O criador não precisa se preocupar em ensinar o peixe a se reproduzir, isto é instintivo e natural. Ele precisa se preocupar em criar as condições ideais para que isto aconteça. Se acercar de cuidados e infra-estrutura.

A primeira providência e talvez a mais crítica de todas é começar a cultivar micro-organismos vivos, que servirão de alimentos para as larvas de Bettas, logo após o nascimento. Sem eles, não devem se atrever a começar o acasalamento, sob pena de ver a ninhada morrer, um peixe após o outro, diante de seus olhos, completamente impotentes.

Hoje você encontra na web tutoriais passo-a-passo e inóculos para cultivar micro-organismos como: vermes-do-vinagre, microvermes, vermes-de-grindall, entre vários outros. Também encontra tutoriais para eclodir cistos de artemias franciscanas (salinas), essenciais para as larvas de Bettas. Todos micro-organismos de fácil manejo, que não ocupam muito espaço e acabam se tornando uma fonte de prazer, da mesma forma que o aquarismo gera.

Alevinos de Betta splendens (Turquesa Melânico), com aproximadamente 60 dias de vida, recebem vermes-do-vinagre.
Alevinos de Betta splendens (Turquesa Melânico), com aproximadamente 60 dias de vida, recebem vermes-do-vinagre.

A segunda providência é conseguir uma caixa plástica pequena, com tampa, com aproximadamente: 30 cm (C) x 20 cm (L) x 10 cm (A) ou um aquário de aproximadamente 20 litros (com tampa). Este será o ambiente para procriação e desenvolvimento das larvas de Bettas até 90 dias de vida, aproximadamente.

Esta caixa (ou aquário) deve ficar instalada num ambiente tranqüilo, onde não haja grande movimentação de pessoas e/ou animais domésticos que possam assustar os peixes e por a perder o acasalamento ou até mesmo a ninhada. Ao menor sinal de perigo, os pais comerão os ovos ou os filhotes e abandonarão o processo (acasalamento ou cuidados com o ninho).

Coloque nesta caixa (ou aquário), uma coluna de água variando entre 5 e 10 cm de altura, nunca mais do que isto. Se os ovos cairem ao fundo, numa profundidade de água maior, podem inviabilizar o desenvolvimento das larvas. Esta água deve ser isenta de cloro e metais pesados, pH estável (na faixa entre 6,8 e 7,4 – ideal: 7,0) e temperatura também estável (na faixa entre 24 e 30 °C – ideal: 27 °C). Providencie um apoio para o ninho-bolha (não obrigatório), que pode ser um pedaço de folha de amendoeira, um pedaço de plástico ou até mesmo um copinho de café descartável, cortado ao meio. Ele pode ser aderido à borda da caixa (ou aquário), com uma fita adesiva (fita crepe, por exemplo). Minha preferência pessoal pela folha de amendoeira é em função de sua propriedade fungicida/bactericida natural (isto vai deixar a água com cor de chá em poucas horas, não se preocupe com isto). Se você escolher um caminho diferente, adicione fungicida industrializado na água, na dosagem recomendada pelo fabricante. Isto fará com que mais ovos vinguem, que não sejam atacados por fungos. Também adicione 1 g de sal-grosso, para cada litro de água.

Providencie abrigos para a fêmea se esconder do macho, caso ele resolva ficar violento demais e sem paciência de esperar a fêmea estar totalmente pronta para o acasalamento. Pode ser: plantas naturais (musgo de java, samambaia d’água, etc – compatíveis com o pH da sua água), seixos (pedras de fundo de rio, arredondadas – sem arestas cortantes) ou tubos de PVC (espalhe 2 ou 3 “cotovelos” pelo fundo). É raro, mas estes abrigos podem servir até ao macho em alguns casos, onde a fêmea possui temperamento indócil. Isto vai reduzir os riscos de perder matrizes por conta acasalamentos tempestuosos.

Você vai precisar de um cilindro transparente e incolor para conter a fêmea durante 4 dias aproximadamente, dentro desta caixa (ou aquário), longe do alcance do macho, mas em seu campo visual a todo momento, para que possa acontecer a corte e para que ele fique estimulado a construir o ninho-bolha. Você pode usar um pet de água mineral transparente e incolor, cortando seu fundo e parte afunilada da boca, produzindo uma peça cilíndrica. Quando chegar o momento adequado, você vai poder levantar levemente este pet, liberando a fêmea para o acasalamento, sem mexer demais com a água, para não desmanchar o ninho-bolha.

Caixa de reprodução preparada para uso, contendo: cilindro para contenção da fêmea, abrigos de PVC, suporte para ninho e fungicida/bactericida natural (folhas de amendoeira).
Caixa de reprodução preparada para uso, contendo: cilindro para contenção da fêmea, abrigos de PVC, suporte para ninho e fungicida/bactericida natural (folhas de amendoeira).

Pronto! Agora você criou a infra-estrutura e o ambiente adequado para que o acasalamento ocorra e a ninhada vinge.

Vamos para a fase do acasalamento dos Bettas… Selecione exemplar macho e fêmea saudáveis, de preferência com linhagens definidas e estabilizadas, para obter filhotes compatíveis com a sua linha de trabalho genético. Mas se você é um principiante e quer apenas aprender este manejo, concentre-se apenas em escolher os peixes que mais lhe agradam esteticamente, que estejam em pleno vigor físico e bem alimentados. Aqui vai uma dica importante: escolha uma fêmea ligeiramente menor que o macho, para facilitar a cópula do casal.

Se você é uma pessoa ocupada, dispõe de pouco tempo, programe a soltura do casal na caixa de cria e desenvolvimento das larvas de Bettas (ou aquário), para dias onde você possa acompanhar, fotografar, se deleitar com este espetáculo da natureza. A procriação deste peixe é magnífica, um show.

Coloque o macho na caixa de cria e desenvolvimento de larvas de Bettas (ou aquário), para que se sinta o dono do território. Ele deve ficar sozinho neste espaço por 2 dias aproximandamente. Decorrido este tempo, introduza a fêmea, contida num cilindro transparente e incolor, afastado das bordas da caixa (ou aquário), de forma a permitir que o macho circule o cilindro, se exibindo para a fêmea, fazer a corte.

Este período de exposição deve durar aproximadamente 4 dias. Ao mesmo tempo que o macho corteja a fêmea, ele deve contruir o ninho-bolha, para receber os ovos da postura da fêmea. Por outro lado, a fêmea recebendo estímulos, começa a produzir ovos. Ao final do quarto dia de “namoro”, levante o cilindro suavemente para não desmanchar o ninho-bolha.

No outro dia, pela manhã, existe uma enorme possibilidade do casal já haver se entendido e dão início ao acasalamento propriamente dito.

Casal de Betta splendens nas preliminares, no processo de acasalamento em cativeiro (Yellow Gold Dragon).
Casal de Betta splendens nas preliminares, no processo de acasalamento em cativeiro (Yellow Gold Dragon).

O macho leva a fêmea para baixo do ninho-bolha e o acasalamento se inicia. Geralmente a fêmea neste momento está totalmente submissa ao macho e procura nadar com a cabeça mais baixa. Ambos procuram se colocar lado a lado, em sentidos opostos e vão se “empurrando”, como se medissem forças. Num determinado momento a fêmea se afasta um pouco e nada em direção ao macho, dando um giro no corpo, nadando de barriga para cima. Ao passar ao lado do macho ele dobra seu corpo, envolvendo a fêmea e lhe dá um apertão (suave), ao mesmo tempo que fecunda os ovos. Ambos dão uma pequena relaxada e caem desmaiados ao fundo aquário. Enquanto a fêmea vai ao fundo, liberando os ovos. O macho, tão logo recupera o controle de seu corpo, passa a recolher os ovos com a boca e vai depositando no ninho-bolha. Este processo pode durar horas, inúmeros abraços ocorrerão, até que os ovos da fêmea se esgotem. Naturalmente ela se afasta, foge do macho e neste momento você deve retirá-la da caixa plástica (ou aquário), sem agitar a água, sem correrias. Geralmente ela fica tão esgotada que fica prostrada e permite ser capturada, sem muito esforço para fugir.

Casal de Betta splendens copulando (White Platinum).
Casal de Betta splendens copulando (White Platinum).

O macho assume o controle da ninhada sozinho. Ele vai melhorando e reparando o ninho-bolha, de acordo com a necessidade.

Macho Betta splendens zelando ninho-bolha/ninhada (White Platinum).
Macho Betta splendens zelando ninho-bolha/ninhada (White Platinum).

No máximo 48 horas após, as larvas nascem e ficam “espetadas” no ninho. Quando caem ao fundo (na vertical), por que são pesadas, estão com o sacos vitelinos ainda cheios, o macho as recolhe na boca e as repõe no ninho-bolha. Tarefa inglória, nascem aproximadamente 300 filhotes. Ele fica a todo momento recolhendo as larvas e as recolocando no ninho-bolha.

Larvas de Betta splendens dentro de ovos fecundados, em processo de eclosão e recém nascidos. Feliz flagrante deste espetáculo da natureza.
Larvas de Betta splendens dentro de ovos fecundados, em processo de eclosão e recém nascidos. Feliz flagrante deste espetáculo da natureza.

Os filhotes, nesta fase da vida, se alimentam do saco vitelino, que aos poucos vão se exaurindo e quando isto acontece eles conseguem nadar na horizontal. Passadas outras 48 horas, desde a eclosão dos ovos, a maioria das larvas já nada na horizontal e o macho está nitidamente exausto. Ao final do dia é chegada a hora de retirar o macho da caixa plástica (ou aquário). Pegue-o com uma rede de tramas largas, para não capturar larvas acidentalmente ou com sua própria mão, com muito cuidado.

No outro dia, pela manhã, as larvas passarão a ser sua responsabilidade e precisam começar a comer. Comer aqueles micro-organismos que você previamente começou a cultivar, se preparando para o nascimento deles.

Coloque uma pedra porosa bem fraquinha nesta caixa de desenvolvimento das larvas (ou aquário), tome o cuidado para mantê-la sempre tampada para manter o ar bem úmido acima da lâmina d’água. Pode retirar o suporte para o ninho, as proteções oferecidas para a fêmea. Se você usou plantas naturais como abrigo, pode deixá-las na caixa (ou aquário).

Comece a alimentar suas larvas de Betta splendens, sempre em pequenas doses, o maior número de vezes possível, durante o período de insolação. Se possível de hora em hora. Se houver sobras, remova-as com o auxílio de uma pipeta ou sifão, com muito cuidado para não sugar larvas.

Varie a dieta das larvas, ofereça basicamente alimentos vivos e pós bem finos. Depois dos 30 dias, já é possível começar a introduzir na dieta as rações industrializadas.

Os próximos 40 a 50 dias de vida das de Bettas são bem críticos. A maioria da ninhada vai demorar este tempo para ter o labirinto formado. Labirinto é por onde os Betta splendens respiram, fora da água. Então evite ficar abrindo a caixa para não dissipar o calor do ar que está acima da lâmina d’água, cuidado com os parâmetros da água (pH e temperatura) e mantenha esta água saudável evitando sobras de comida, por exemplo.

Eclosão de cistos de Artêmias franciscanas (salinas)

Sem dúvida alguma, os náuplios de artêmias franciscanas (salinas), recém eclodidos de seus cistos, são a base alimentar das larvas de Betta splendens em cada 9, entre 10 estufas de criadores brasileiros, sem medo de exagero.

Há quem ofereça apenas os náuplios de artemias, logo após o saco vitelino das larvas de Betta splendens estarem esgotados. Pulando a fase de oferecimento de infusórios, paramécios, rotíferos, vermes-do-vinagre e até mesmo daphnias. Mesmo sabendo que nem todas as larvas irão conseguir se alimentar deles, por serem grandes para algumas das pequenas bocas. Mesmo os menores náuplios. É óbvio que o processo seletivo da sobrevivência dos maiores e melhores preparados já se instala no plantel bem cedo. Os menores não sobreviverão.

Eu prefiro introduzir os náuplios de artêmias franciscanas (salinas), logo no primeiro dia de vida das larvas, em pequenas quantidades, junto com outros micro-organismos menores (principalmente vermes-do-vinagre). Na medida que as larvas vão crescendo, vou diminuindo a oferta de vermes-do-vinagre e aumentando a quantidade ofertada de náuplios de artêmias franciscanas (salinas). Isto não quer dizer que o manejo descrito mais acima esteja errado, apenas não é o meu. É importante trazê-lo a luz e você decide qual será o seu caminho.

Abaixo vou apresentar como faço a eclosão dos cistos de artêmias franciscanas (salinas), de forma artesanal, bem simples e barata…

Você vai precisar de:

  1. “Artemeira”;
  2. Bomba aeradora;
  3. Difusor de ar (1 Entrada/2 Saídas), com controle de vazão;
  4. Mangueira de silicone translúcida (ø 4-6 mm) para interligar a bomba aeradora, o difusor de ar e a “artemeira” (a medida que baste);
  5. 1 colher rasa de café de cistos de artêmia franciscana (salina) (esta quantidade pode e deve variar em função do volume de peixes a ser alimentado na sua criação);
  6. 1 colher de sopa bem cheia de sal-grosso (de churrasco), sal desmineralizado (p/ bovinos e eqüinos) ou sal marinho sintétco, para cada litro de água;
  7. 1 colher rasa de café de bicarbonato de sódio/litro d’água (isto deverá ser o suficiente para elevar o pH da água para 8,0);
  8. 2 litros de água;
  9. 1 pedaço de meia-de-nylon feminina (para tampar a “artemeira”);
  10. 1 pedaço de elástico de costura (para prender a meia-de-nylon à “artemeira”);
  11. 1 puçá de nylon 077 fios, para coletas;
  12. Vasilha capaz de absorver o volume de água que cabe na “artemeira”, no momento da coleta.
"Artemira" simples, para eclosão de cistos de artêmias franciscanas (salinas).
“Artemira” simples, para eclosão de cistos de artêmias franciscanas (salinas).

Como proceder:

  1. Posicione a “artemeira” num nível mais baixo que a bomba aeradora, para evitar curto-circuito, caso haja retorno de fluxo de ar/água pela mangueira, por exemplo, depois de falta de energia elétrica;
  2. Acople a mangueira que sai por baixo da “artemeira”, numa das saídas do difusor de ar;
  3. Adicione água na “artemeira”, até completar aproximadamente 3/4 de sua capacidade total;
  4. Adicione sal-grosso e bicarbonato de sódio;
  5. Ligue a bomba aeradora e regule o fluxo de ar no difusor, de forma a liberar um bom volume de ar para agitar a água, com bolhas grandes. Se for preciso abra um pouco a outra saída do difusor, para reduzir o nível de ruído da bomba aeradora e aliviar a pressão;
  6. Adicione os cistos de artemias franciscanas (salinas);
  7. Cubra a boca da “artemeira” com um pedaço de meia-de-nylon feminina, com o elástico de costura (para evitar que insetos caiam na água).

Coleta e Oferta:

  1. 24/36 horas após, você vai observar milhões de náuplios nadando na “artemeira”, desligue a bomba aeradora (este tempo de eclosão pode variar a cada lote de cisto comprado);
  2. Cubra a “artemeira” com um pano escuro, deixando apenas a sua base, recebendo luz (natural). Os náuplios vão se concentrar na base, procurando pela luz;
  3. Desacople a mangueira do difusor, tampando sua ponta com o dedo;
  4. Abaixe a mangueira para um nível abaixo da “artemeira”. Tire o dedo da mangueira e despeje a água salobra com os náuplios de artemias, num puçá de nylon 077 fios. Abaixo do puçá, posicione uma vasilha capaz de absorver todo o líquido que está na “artemeira”;
  5. Observe que os náuplios de artemias franciscanas (salinas) se concentram na parte afunilada do pet invertido da “artemeira” (formato de “v”) e na superfície da água, estão os cistos que não eclodiram. Deixe escoar boa parte da água… Quando estiver quase acabando, interrompa tampando a mangueira com o dedo, para não sugar os cistos que não eclodiram e as cascas daqueles que já eclodiram;
  6. Acople a mangueira novamente numa das saídas do difusor de ar;
  7. Leve o puçá de nylon 077 fios até uma torneira e deixe escoar água doce, bem suavemente, para lavar os náuplios, tirando o sal. Faça isto por 30/40 segundos, aproximadamente;
  8. Agora chacoalhe o pucá de nylon 077 fios num pote de água limpa, sem cloro;
  9. Com uma pipeta ou seringa sugue os náuplios de artemias franciscanas (salinas) e oferaça às larvas de Betta splendens em quantidade suficiente para que sejam consumidos rapidamente e de forma pulverizada em vários pontos do aquário de crescimento/engorda.
Coleta náuplios de artêmias franciscanas (salinas), para ofertar às larvas de Betta splendens, espécimes jovens, adultos e senescentes.
Coleta náuplios de artêmias franciscanas (salinas), para ofertar às larvas de Betta splendens, espécimes jovens, adultos e senescentes.

As artêmias franciscanas (salinas) não sobrevivem muito tempo na água doce (aproximadamente 3 horas), portanto peque pela falta, mas jamais pelo excesso de alimentos no aquário das larvas.

Peixes adultos também podem consumir os náuplios, eles adoram caçar o que comem e é saudável oferecer alimentos vivos a eles, além da ração industrializada.

Se sobrar náuplios, você pode congelar, fazendo cubinhos congelados de náuplios, que podem ser raspados com uma colher e servidos aos peixes.

O ideal é você ajustar a quantidade de cistos a eclodir, para ter sempre náuplios fresquinhos para oferecer às larvas.

Sugiro que mantenha 2 ou mais “artemeiras” eclodindo náuplios, começando o processo em dias subsequentes, de forma a ter sempre náuplios de artêmias franciscanas (salinas) todos os dias, uma vez que podem demorar até 36 horas para eclodir.

Em determinado momento eu eclodia muitos cistos de artêmias franciscanas (salinas) e optei por usar sal para uso agropecuário (não mineralizado), pois acabava saindo bem mais barato comprar saco de 25 kilos, do que usar sal-grosso de churrasco. Funcionou da mesma forma, não observei alteração alguma no volume de cistos eclodidos. Fica registrada aqui, a minha experimentação. Se o seu volume justificar, é uma saída interessante.

Se você não está conseguindo eclodir cistos de artêmias franciscanas (salinas), comece desconfiando dos cistos que podem estar velhos, mofados ou serem de baixa qualidade.

Procure adquirí-los de fornecedores idôneos e mantê-los em embalagens bem vedadas, em local seco, ao abrigo da luz. Aliás, se você não está conseguindo eclodir os cistos que comprou de forma satisfatória, consulte seu fornecedor, pergunte para ele qual a melhor maneira de eclodir os cistos que ele vende. Certamente você vai encurtar o caminho para o sucesso (em tese).

Eu particularmente tive muita dificuldade para encontrar um bom fornecedor de cistos de Artêmias franciscanas (salinas), mas depois que o encontrei nunca mais me atrevi a buscar outras alternativas no mercado. Sou fã de carteirinha dos cistos da Bio-Artêmia , sou “freguês” da empresa há anos, e quando mantinha uma loja virtual de artigos de aquarismo na web brasileira, só revendia cistos de artêmias franciscanas (salinas) vindos deles.  Saliento que esta dica é espontânea e isenta de vantagens comerciais, o dito: “jabá” – o produto é excelente e merece este reconhecimento público de minha parte.